Bom Caminho - em busca das veredas antigas

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O Que Realmente Significa Ser Mulher? - Parte 1

Carolyn Mahaney

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Todas nós sabemos que é mais do que ser emocional e adorar fazer compras. Há muitas vozes contraditórias em nossa cultura, cada uma exigindo que concordemos com a sua definição do que é ser mulher, e assinemos embaixo da sua marca de feminilidade. E sem dúvida a voz que se sobressai é aquela do feminismo. Durante os últimos 50 anos a ideologia do movimento feminista penetrou nossa cultura de tal forma que hoje muitos de seus princípios são simplesmente assumidos e aceitos. Mas até mesmo entre as feministas não há de forma alguma, consenso quanto ao significado do conceito do que é ser mulher.

Há as infindáveis "guerras das mães" *, algumas mulheres argumentam que a mulher deveria ter a liberdade e os recursos para escolher como combinar as crianças e a carreira, já as feministas mais radicais acreditam que o lugar de uma mulher estudada é no trabalho fora de casa, ponto final. Há as feministas pró-aborto que fazem campanha pelo direito da mulher de tirar a vida do seu bebê que está por nascer e há as feministas pró-vida que se opõem ao aborto enquanto apóiam muitos outros princípios do feminismo. Também há debates sobre diferenças inatas entre os homens e mulheres. Há algumas feministas que acreditam que há diferenças importantes então entre os sexos e há as que acreditam que não há nenhuma diferença essencial entre os sexos.

"Durante os últimos 50 anos a ideologia do movimento feminista penetrou nossa cultura de tal forma que hoje muitos de seus princípios são simplesmente assumidos e aceitos."

Hoje em dia mulheres jovens vivem num mundo no qual tudo o que significa ser uma mulher tem sido questionado. A socióloga Cathleen Gurson resume a situação desta forma "nós temos vivido em meio a esta enorme transformação em que aqueles caminhos previsíveis realmente caíram por terra." Caminhos previsíveis realmente caíram por terra. Estereótipos abundam, concepções prévias sobre feminilidade foram desafiadas e alteradas e nós experimentamos uma enorme transformação durante os últimos 50 anos. Então, onde podemos procurar por uma resposta definitiva para esta pergunta muito importante: “O que significa ser uma mulher?”

Acima do brado de vozes que competem entre si, por favor, escute com atenção à voz clara e confiável de Deus dirigida a cada uma de nós nessa noite. Jeremias 6:16: " Assim diz o SENHOR: Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma;"

Senhoras, quando estamos confusas e incertas de qual caminho seguir, devemos nos humilhar e reconhecer nossa necessidade por sabedoria divina e devemos humildemente escolher as veredas antigas; a inspirada, infalível e imutável Palavra de Deus. Na Bíblia Sagrada o caminho está claro. Aqui nosso Redentor e Criador revela o que significa ser uma mulher. Neste caminho nós podemos confiantemente caminhar no futuro; nossos pés no chão sólido da sabedoria divina. Muitas grandes e santas mulheres caminharam por este caminho antes de nós: Sara, Ana, Rute, Elisabeth, Lóide e Eunice, Katarina Lutero, Sarah Edwards, Susannah Spurgeon, Elisabeth Elliot. Este é um caminho bem trilhado. E à medida que caminharmos neste caminho acharemos descanso para nossas almas e esperança para o nosso futuro.

"Deus não somente criou a mulher, mas Deus me criou uma mulher. Nosso gênero não é acidental."

Hoje à noite nós daremos um breve passeio juntas no antigo caminho descobrindo novamente o que significa ser uma mulher. E espantosamente este caminho aparece diante de nós na primeira página da bíblia. Aqui nós descobrimos uma definição bíblica de feminilidade. Na linguagem elegantemente simples de Gênesis 1 nós lemos sobre a criação da mulher. A inauguração da feminilidade. Aqui está a mulher no seu auge, antes da queda, sem pecado e santa sob todos os aspectos. Leiamos o versículo 27:

"Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou."

E depois em Gênesis 2, versículos 21 e 22 nos é dada uma descrição mais completa e vívida da criação da mulher:

"Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe."

Nós vemos que a mulher era o lindo trabalho manual do Senhor Deus nosso Criador. A mulher foi idéia de Deus, sua criação. Na verdade quando lemos todo o relato de Gênesis da brilhante criação de Deus, descobrimos que a mulher foi a arte final de tudo aquilo que Ele criou. Ela foi a última ação da grande criação de Deus. Daí dizermos que Deus deixou o melhor por último. (risadas!!!) Ah, eu não acho que podemos nos orgulhar muito disso quando nos lembramos de quem foi a primeira a comer o fruto proibido.

O ponto importante aqui é Deus criou a mulher e este fato notável determina tudo para nós como mulher. Exige que ela comece com Deus para aprender o que significa ser uma mulher. Exige que ela olhe para Ele que a criou para descobrir sua identidade e propósito na vida. Ela não deve aceitar o que a cultura define como sendo de valor e importante para uma mulher. Ela não deve confiar na sua educação ou consultar suas idéias ou seguir suas próprias preferências para determinar como deve viver. Ela deve se voltar para Deus porque foi Ele quem a criou. Tudo o que ela é e tudo o que ela faz deve ter suas raízes Nele.

Mas para que esta incrível verdade não se perca tornando-se apenas uma regrinha devemos parar e considerar suas implicações para cada uma de nós pessoalmente. Deus não somente criou a mulher, mas Deus me criou uma mulher. Nosso gênero não é acidental. Não é por acaso que você e eu somos do sexo feminino. Cada uma de nós foi intencionalmente e propositalmente criada mulher. Nascer mulher foi uma determinação planejada e pré-ordenada de um Deus soberano, sábio e cheio de graça.

"Eu freqüentemente sinto que nós nos concentramos em como as pessoas morrem, contudo o fato de que qualquer de nós pudesse ter nascido e sobrevivido não é realmente mais surpreendente?"

Na verdade, você já parou para considerar a maravilha de seu nascimento? Anos atrás eu estava lendo uma revista que tinha uma entrevista com Edith Schaeffer **, na qual ela respondia perguntas sobre a autobiografia que ela tinha recém escrito intitulada The Tapestry (A Tapeçaria) e eu fui encorajada por um ponto em particular da entrevista quando Mrs. Schaeffer declarou o seguinte. Ela disse: “No primeiro capítulo de The Tapestry eu comecei com um assunto que sempre chamou minha atenção: o mistério de existir. Eu freqüentemente sinto que nós nos concentramos em como as pessoas morrem, contudo o fato de que qualquer de nós pudesse ter nascido e sobrevivido não é realmente mais surpreendente? Provavelmente é verdade para a maioria de nós que se nós não tivéssemos sido concebidos no mês específico no qual nós fomos concebidos nossos pais teriam concebido outra criança no mês seguinte ou no próximo. Mas o fato de que naquele período de concepção, naquele momento fantasticamente limitado aqueles cromossomos específicos se uniram e nós viemos a existir... Outras combinações de cromossomos poderiam ter ocorrido, mas elas não ocorreram, a nossa ocorreu. Isso me leva a perguntar: por que eu? Por que esta combinação específica que sou eu?” Isso nos faz parar e pensar e adorar, não faz? Deus tem um propósito divinamente projetado em criar você e eu. Ele tem um propósito específico em nos fazer do sexo feminino. E o livro de Gênesis revela o lindo quadro deste propósito.


* Debates entre mães que trabalham fora de casa e mães que ficam em casa.
** Esposa de Francis Schaeffer - teólogo cristão evangélico americano, filósofo e pastor presbiteriano.


Fonte: Transcrito e traduzido do áudio, disponível em Covenant Life Media


Transcrição do áudio: Priscila Bernardi Heyse

Tradução: Priscila Bernardi Heyse e Ester Bernardi Marafigo


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